fevereiro 05, 2024

Dia 25 de julho – Dia Internacional da Mulher Negra Latino- americana e Caribenha e Dia Nacional de Tereza de Benguela

 



Objetivo: Visibilizar a presença feminina negra na história e debater acerca do racismo, sexismo e desigualdade de gênero e classe. 

Encaminhamentos procedimentais: Ao longo de todo mês ou na data, pode-se discutir acerca da invisibilidade feminina, de um modo geral, e que esses silenciamentos se acentuam quando se traz outros marcadores de desigualdade, a interseccionalidade, como a questão étnico-racial, de classe, etária, sexualidade. Refletir historicamente as formas estereotipadas e os preconceitos que mulheres negras foram submetidas, mas que ainda assim, tais preconceitos não as impediram de serem protagonistas/construtoras de sua própria história.

  1ª etapa: Formar grupos e distribuir a imagem de uma mulher negra, sem falar o nome delas. A ideia é que tenham dois grupos para a mesma imagem. Logo após, pedir aos grupos para criarem uma história sobre aquela mulher, vida, trabalho e outros pontos que julgarem importantes. Ressaltar que tudo deve ser baseado na imagem recebida. 

Figura 1 – Carolina de Jesus; figura 2 – Gonçalina Faustina de Oliveira; figura 3 – Sueli Carneiro; figura 4 – Elza Soares e sua filha. 

2ª etapa: Após o término, os grupos devem trocar as histórias e ler em voz alta. Nesse momento, a/o docente pode fazer uma tabela com o nome de cada uma e ir anotando na lousa os aspectos que julgar pertinente das histórias elaboradas pelos alunos.  A intenção é sondar se surgirá alguma representação estereotipada e negativa relacionada ao servilismo ou ideias de subalternidade. 

3ª etapa: Com base nos aspectos anotados no quadro, a/o docente pode questionar essas visões. Assim como os silenciamentos e invisibilidades sobre essa parcela da população e a necessária ressignificação das narrativas sobre a presença negra na história, sobretudo de mulheres negras, no viés de sujeitos históricos. Pode-se evidenciar a Lei 10.639/2003 e questionar a ideia da história tradicional e eurocentrada, e encerrar apresentado a história de Tereza de Benguela, reiterando a participação ativa de mulheres negras na formação histórica, cultural, social e econômica do Brasil, um reforçar o porquê da data 25 de julho: visibilidade, racismo, patriarcado/sexismo; desigualdade de gênero, classe. É possível trazer a referência de uma liderança quilombola em Campo Grande citando Eva Maria de Jesus, a tia Eva. 

4ª etapa: Apresentar as trajetórias das mulheres negras distribuídas aos grupos. Para encerrar, partilhar com os alunos que dia 26/08 é o Dia Internacional da Igualdade Feminina e indagar: É necessário falar em igualdade feminina? Por quê?. Problematizar a visão universalista de mulher. Fica sugerido levantar as seguinte perguntas: será que todas possuem os mesmos problemas? Como mulheres negras são retratadas na mídia?; questões estéticas, o feminismo negro e os duplos, triplos preconceitos. Sugere-se trabalhar o conceito de interseccionalidade e  o mapa disponibilizado abaixo, 4ª  etapa: Brasil e a inserção da população negra no mercado de trabalho, para  agregar na reflexão e apontamentos de dados.

5ª etapa: Como avaliação, sugere-se um cartaz com o título 25 de julho – Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha e Dia Nacional de Tereza de Benguela e a seguinte pergunta: Como podemos colaborar para a valorização das mulheres negras? No qual os alunos precisam colar/escrever uma proposta.


1ª etapa: Sugestão de imagens 

Figura 1



Figura 2


Figura 3


Figura 4


3ª etapa: Pintura Tereza de Benguela - dia 25 de julho – Dia Nacional de Tereza de Benguela


Óleo sobre tela, Félix Edouard Vallotton. Imagem associada à Tereza de Benguela. 

4ª etapa: Mapa mercado de trabalho - Brasil e a inserção da população negra no mercado de trabalho




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